O fundador e líder histórico do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), Abdullah Öcalan, que está preso, pediu, nesta quinta-feira (27), a dissolução do movimento armado, que está em conflito com a Turquia há décadas, e instou-o a depor suas armas.
"Todos os grupos devem depor suas armas e o PKK deve se dissolver", disse Öcalan em uma declaração lida em Istambul por parlamentares curdos que acabaram de visitá-lo na prisão onde ele está preso em confinamento solitário há 26 anos.
Öcalan, 75 anos, disse que essa era sua resposta às autoridades turcas e a "outras partes" no final de um processo de diálogo iniciado há alguns meses pelo principal aliado do presidente Recep Tayyip Erdogan, o ultranacionalista Devlet Bahceli.
"O apelo lançado pelo senhor Devlet Bahceli, assim como a vontade expressa pelo presidente e as respostas positivas dos outros partidos políticos a esse apelo, criaram um ambiente no qual eu lanço um apelo para depor as armas e assumir a responsabilidade histórica por esse apelo", disse ele.
"Convoquem seu congresso e tomem uma decisão: todos os grupos devem depor as armas e o PKK deve se dissolver", concluiu.
Fundado em 1978, o PKK, considerado um movimento "terrorista" por Ancara e pela UE, voltou-se para a guerra de guerrilha em 1984, inicialmente para conseguir a criação de um Estado curdo. O conflito entre os guerrilheiros curdos e as forças turcas deixou mais de 40.000 mortos em quatro décadas.
* AFP