O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou, nesta sexta-feira (28), que o apelo do fundador do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) para que o movimento deponha as armas e se dissolva é uma "oportunidade histórica".
"Temos uma oportunidade histórica de avançar em direção ao objetivo de destruir o muro do terror", disse Erdogan, após a declaração do fundador do PKK, Abdullah Öcalan, que está preso.
O grupo fundado em 1978, considerado um movimento terrorista por Ancara e seus aliados ocidentais, liderou uma insurgência contra o Estado turco durante décadas.
Öcalan declarou na quinta-feira que "todos os grupos devem depor as armas, e o PKK deve se dissolver", mas sua liderança militar ainda não respondeu.
Erdogan afirmou que a Turquia "monitorará de perto" que as negociações para acabar com a insurgência "cheguem a uma conclusão bem-sucedida" e alertou contra qualquer "provocação".
"Quando a pressão do terrorismo e das armas for removida, o espaço para a política na democracia se expandirá de forma natural", prometeu o presidente nesta sexta-feira.
"Nenhum membro desta nação, seja turco ou curdo, perdoará qualquer um que bloqueie esse processo com discursos ou ações ambivalentes, como ocorreu no passado", disse Erdogan.
Mais de 40 mil pessoas foram mortas nas hostilidades entre a Turquia e o PKK desde 1984.
* AFP