Milhões de filipinos são esperados nas urnas, nesta segunda-feira (21), para se pronunciar sobre a criação de uma região autônoma no sul, em virtude de um acordo de paz firmado em 2014 com os rebeldes muçulmanos para encerrar o capítulo de décadas de uma letal insurreição.
Nos anos 1970, um grupo de muçulmanos se alçou em armas para exigir a autonomia, ou a independência no sul das Filipinas, um arquipélago de grande maioria católica, em uma região que consideram como sua terra ancestral. A insurreição deixou 150.000 mortos.
O principal grupo rebelde, a Frente Moro de Libertação Islâmica (MILF), assinou em 2014 um acordo de paz com o governo que prevê a concessão da autonomia à minoria muçulmana em determinadas partes da grande ilha de Mindanao e das ilhas do extremo-sudoeste.
Nesta segunda-feira, 2,8 milhões de habitantes são esperados para validar, ou rejeitar, a criação da Região Autônoma de Bangsamoro para substituir a região autônoma atual.
A nova região autônoma deve ser maior e ter mais poderes.
Tanto o governo quanto a MILF esperam que uma nova região autônoma e estável atraia investimentos em uma zona com altos níveis de pobreza e de radicalismo.
Cerca de 20.000 policiais e militares foram mobilizados diante do temor de que grupos rebeldes rivais tentem perturbar a votação.
* AFP